quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A doença de Parkinson e a Bioquímica

A doença de Parkinson é causada pela degeneração dos neurônios produtores de dopamina, um importante neurotransmissor para a coordenação motora. A patologia é caracterizada por tremuras, inflexibilidade, e outras desordens motoras, e em fases avançadas pode verificar-se demência.

Existem dois tipos de neurotransmissores, os que induzem potenciais excitatórios e os que induzem potenciais inibitórios.






Mas também existem outros tipos de neurotransmissores, que podem atuar tanto como excitatórios como inibitórios, dependendo do receptor que responderá o estímulo. A Dopamina, por exemplo, é considerada uma dessas substâncias que atuam como neurotransmissores mistos. Diante de algumas situações, poderá haver um aumento da atividade da via excitatória, levando a um aumento de quantidade de cálcio (Ca2+) dentro da célula e consequentemente a uma série de fenômenos que levam à morte celular. A estes fenômenos chama-se excitotoxicidade e uma das teorias para a explicação da doença é justamente a Teoria da Excitotoxicidade, que na doença de Parkinson, contribui amplificando e perpetuando o processo degenerativo.

Falando agora mais especificamente da dopamina, ela é produzida em algumas partes do cérebro nas regiões que contêm substância negra e desempenha funções tanto hormonais quanto neuroquímicas. A dopamina é uma catecolamina derivada da tirosina. Já a tirosina, é convertida em L-DOPA por ação enzimática da tirosina hidroxilase e por sua vez, a L-DOPA é convertida em dopamina por ação enzimática da DOPA descarboxilase.


No mais, a medicação para a doença está centrada no uso de fármacos com a capacidade de atuar aumentando os níveis de dopamina no cérebro. Como os doentes não podem tomar dopamina diretamente, devido à barreira hemato-encefálica (BHE), usam-se muito os precursores da dopamina como no caso do levodopa.



Uma ressalva! O grupo de neurotransmissores participou de um curso de Neurociências realizado pela Liga da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) onde foram abordados alguns dos aspectos levantados nos posts desse blog.


bibliografia

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22135744

http://viartis.net/parkinsons.disease/biochemistry.htm

http://www.ciape.org.br/matdidatico/fatima/artigo.pdf

http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=1870

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